🇷🇺 🇺🇦 Com informações de The Daily Digest / MSN
Antes do amanhecer de 26 de outubro, combatentes da resistência ucraniana realizaram uma operação de sabotagem na porção ocupada da região de Zaporíjia, no sul da Ucrânia. O grupo teria instalado explosivos ao longo da linha ferroviária entre Chernihivka e Stulneve, provocando uma poderosa explosão que destruiu parte dos trilhos e levou ao descarrilamento de um trem militar russo.

De acordo com informações divulgadas pelo canal de Telegram Dosye Shpiona, as imagens do incidente mostram vagões e plataformas completamente retorcidos, além de uma densa coluna de fumaça visível por horas após a detonação. A operação representa mais um golpe às linhas logísticas russas na região, frequentemente alvos de sabotagens coordenadas por grupos de resistência ucranianos.
Explosão destrói trem militar e 70 metros de trilhos
Segundo o portal Defense Express, a explosão foi suficientemente potente para destruir cerca de 70 metros de trilhos e causar o tombamento de pelo menos uma locomotiva. Três plataformas ferroviárias foram arrancadas dos trilhos, espalhando munições e destroços por uma ampla área. Moradores de vilarejos próximos relataram ter ouvido fortes estrondos e visto fogo e fumaça densa durante toda a madrugada.

O ataque também paralisou completamente o tráfego ferroviário no local, impedindo o transporte de cargas e suprimentos militares. Especialistas apontam que os reparos demandariam recursos técnicos e de engenharia significativos — e, caso as forças russas tentem restaurar a linha, as equipes de manutenção poderiam se tornar novos alvos de guerrilheiros locais.
Técnica de sabotagem indica precisão e planejamento
Analistas acreditam que o método utilizado envolveu explosivos pré-instalados, acionados no momento exato em que o trem cruzava o trecho. Essa tática, já recorrente em outras operações da resistência, busca maximizar danos ao material ferroviário e interromper rotas logísticas críticas. O Defense Express destacou que a explosão foi “extremamente precisa”, sugerindo um alto nível de coordenação e conhecimento prévio da rotina de transporte russo na região.
Fontes locais indicam que o trem transportava equipamentos militares e munições destinados à linha de frente. As imagens de satélite do programa europeu Copernicus, obtidas pelos satélites Sentinel-1 e Sentinel-2, confirmam que, dias após o ataque, grandes partes da ferrovia permaneciam obstruídas por destroços e vagões queimados.
Sabotagem faz parte de série de ataques a ferrovias russas
Esta não é a primeira vez que a resistência ucraniana atinge com sucesso infraestrutura ferroviária controlada pela Rússia em Zaporíjia. Em agosto de 2024, o portal militar Militarnyi noticiou outro descarrilamento na região, resultado de um ataque de drones do Batalhão Ronin da 65ª Brigada de Fuzileiros Motorizados. Na ocasião, vagões-tanque carregados de combustível foram incendiados, bloqueando completamente a via.
Meses depois, imagens de satélite ainda mostravam a linha parcialmente danificada e inutilizável. O calor extremo gerado pela queima dos tanques teria deformado o aço dos trilhos, exigindo a substituição completa de longos segmentos da via férrea.
Impacto direto na logística russa
Pesquisadores independentes que acompanham o conflito, como o analista conhecido pelo pseudônimo Schizointel na rede social X (antigo Twitter), afirmam que os efeitos dessas operações têm sido significativos. O fornecimento de combustível e suprimentos da Crimeia para Tokmak, por exemplo, foi temporariamente interrompido, afetando o abastecimento de tropas russas em pontos estratégicos da linha de frente.
O ativista ucraniano Petro Andriushchenko também compartilhou nas redes sociais imagens e vídeos do descarrilamento, destacando que tais ações são parte de uma estratégia mais ampla para desestabilizar as cadeias de suprimentos russas e forçar o inimigo a dispersar seus recursos em tarefas de reconstrução e defesa.
Resistência mantém pressão nas áreas ocupadas
As ações de sabotagem, embora arriscadas, continuam sendo uma das táticas mais eficazes da resistência ucraniana em áreas sob ocupação. Além de causar prejuízos materiais e atrasos logísticos, essas operações têm forte impacto psicológico sobre as tropas inimigas, demonstrando que o controle russo sobre determinadas regiões está longe de ser total.






